Quem somos

7 de jun. de 2011

Que eu tenha a coragem de me enfrentar


"Que minha solidão me sirva de companhia.
que eu tenha a coragem de me enfrentar.
que eu saiba ficar com o nada
e mesmo assim me sentir
como se estivesse plena de tudo."

C.L.

O egoísmo unifica os insignificantes..

"Como se mede uma pessoa? Os tamanhos variam conforme o grau de envolvimento. Ela é enorme pra você quando fala do que leu e viveu, quando trata você com carinho e respeito, quando olha nos olhos e sorri destravado. É pequena pra você quando só pensa em si mesmo, quando se comporta de uma maneira pouco gentil, quando fracassa justamente no momento em que teria que demonstrar o que há de mais importante entre duas pessoas: a amizade.

Uma pessoa é gigante pra você quando se interessa pela sua vida, quando busca alternativas para o seu crescimento, quando sonha junto. É pequena quando desvia do assunto.

Uma pessoa é grande quando perdoa, quando compreende, quando se coloca no lugar do outro, quando age não de acordo com o que esperam dela, mas de acordo com o que espera de si mesma. Uma pessoa é pequena quando se deixa reger por comportamentos clichês.

Uma mesma pessoa pode aparentar grandeza ou miudeza dentro de um relacionamento, pode crescer ou decrescer num espaço de poucas semanas: será ela que mudou ou será que o amor é traiçoeiro nas suas medições? Uma decepção pode diminuir o tamanho de um amor que parecia ser grande. Uma ausência pode aumentar o tamanho de um amor que parecia ser ínfimo.

É difícil conviver com esta elasticidade: as pessoas se agigantam e se encolhem aos nossos olhos. Nosso julgamento é feito não através de centímetros e metros, mas de ações e reações, de expectativas e frustrações. Uma pessoa é única ao estender a mão, e ao recolhê-la inesperadamente, se torna mais uma. O egoísmo unifica os insignificantes.

Não é a altura, nem o peso, nem os músculos que tornam uma pessoa grande. É a sua sensibilidade sem tamanho."


A Fita Métrica do Amor
por Marta Medeiros

6 de jun. de 2011

Pra que a dor possa mostrar algo de bom..


O meu amor é teu
O meu desejo é meu
O teu silencio é um véu
O meu inferno é o ceu
Pra quem nao sente culpa de nada

E se nao for valeu
E se já for, Adeus
O dia amanheceu
Levante as mãos para o céu
E agradeça se um dia encontrar

Um amor, um lugar
Pra sonhar
Pra que a dor possa sempre mostrar
Algo de bom...[BIS]

Eu ainda lembro
O dia em que eu te encontrei
Eu ainda lembro
Como era fácil viver
Ainda lembro

5 de jun. de 2011

Flor da Pele

Paris, 2011

Ando tão à flor da pele
Qualquer beijo de novela
Me faz chorar
Ando tão à flor da pele
Que teu olhar "flor na janela"
Me faz morrer
Ando tão à flor da pele
Meu desejo se confunde
Com a vontade de não ser
Ando tão à flor da pele
Que a minha pele
Tem o fogo
Do juízo final

Barco sem porto
Sem rumo, sem vela
Cavalo sem sela
Bicho solto
Um cão sem dono
Um menino, um bandido
Às vezes me preservo
Noutras, suicido!

Oh, sim!
Eu estou tão cansado
Mas não prá dizer
Que não acredito
Mais em você
Eu não preciso
De muito dinheiro
Graças a Deus!
Mas vou tomar
Aquele velho navio
Aquele velho navio!

(Zeca Baleiro)

Unless you love...

Recomendo! mesmo sendo um tanto abstrato, perturbador e lento...é lindo!

4 de jun. de 2011

Dinheiro & Deus

Um dos email mais legais que já recebi!!





Quino, autor da Mafalda, desiludido com o rumo deste século no que diz respeito a valores e educação, deixou impresso no cartum o seu sentimento.

What Now?


what do you do

when your

dreams come true???

3 de jun. de 2011

E quem sou agora, afinal?

E nessa vida cheia de encontros e desencontros.. onde nos apaixonamos sempre antes de partir, onde mudamos e abandonamos velhos e novos amores, amigos, padrões e parentes. Onde mudamos por que sentimos que precisamos mudar, mudamos porque algo fica cutucando lá dentro, querendo dizer o que nem sempre conseguimos entender.
Nesse pula pula de lugares, pessoas, emoções e sensações a gente vai prum lado, vai para outro, muda de lugar, disso e daquilo e termina na mesma.. apenas somando nossas experiências!
Sempre achei que eu mudava.. agora estou percebendo que o que verdadeiramente muda é o contexto ao meu redor. Sim... mas e aí? Se continuo a mesma quer dizer que não vou mudar nunca?

Me dei mal, ou bem.. sei lá!!
MUDEI no marasmo da minha realidade, da minha vida de verdade, daquele feita de fatos e acontecimentos reais. E nesse movimento de transformação vou me sentindo estranha, perco a identificação comigo mesma e fico tentando me entender naquilo que já passou.
Que bobagem.. aceitar algo novo por dentro é bem mais simples e sutil que aceitar as grandes mudanças externas - ou pelo menos lidar com elas. O único problema mesmo, é perceber e aceitar.

Acho que estou viajando.. mas, pelo menos estou me entendendo.
Agora sinto o que é uma mudança de verdade.. pensando nas minhas velhas transformações, elas foram sempre assim.. conturbadas e silênciosas, intensas e incríveis.

sempre assim...

"Encontro um estranho prazer em dizer-lhe coisas que sei que irei me arrepender por tê-las dito. Eu me revelo."
(Oscar Wilde)

2 de jun. de 2011