6 de jun. de 2010
4 de jun. de 2010
Escravo do que fala
"One of the benefits of practicing Ashtanga Yoga...we're emotionally developing the self to no longer be a slave to passing thoughts, desires or fears. We learn to develop the attitude of a witness..."
"Um dos benefícios da prática de Ashtanga Yoga... estamos nos desenvolvendo emocionalmente para nos libertar da escravidão dos nossos pensamentos, desejos e medos. Aprendendo a desenvolver uma atitude de testemunha..."
1 de jun. de 2010
É estranho
Tempo.. compositor de destinos!
Há muito tempo escrevo nesse blog que perdi a noção do tempo, ou o que representa a palavra tempo, ou o tempo em si, propriamente dito... sei lá... tempo tempo tempo tempo.
De tudo que eu sei, se é que realmente sei de alguma coisa, é que tudo tem seu tempo, ou melhor, existe tempo pra tudo e muitas coisas precisam de tempo. Que confusão!!! Sim, acordei confusa... ou melhor, fui dormir processada... e nada como o tempo para justificar minhas surtadas.
Antes, quando sentia essa pressão interna, imediatamente comprava uma passagem. Socorro... dessa vez preciso ir além dessa sensação maluca e cultivar a self practice mais intensamente. É exatamente isso, quando a prática vai ficando difícil de manter eu vou em busca de novos destinos, pessoas, outros tapetinhos, professores - dou um tempo pelo mundo, acho que me fortaleço e então, volto - mantenho a prática por um tempo e depois de um tempo diferente surto e entro no ciclo novamente... Acho que o TEMPO dessa vez veio me avisar que é preciso superar, dar um tempo para o surto e mais tempo para a prática... keep keep keep the self practice!!!!
Amor, I love you!
Amor I Love You
Amor I Love You
E fazer 31 anos...
31 de mai. de 2010
Fazer 30 anos

Affonso Romano de Sant'Anna
Antes dos 30 as coisas são diferentes. Claro que há algumas datas significativas, mas fazer 7, 14, 18 ou 21 é ir numa escalada montanha acima, enquanto fazer 30 anos é chegar no primeiro grande patamar de onde se pode mais agudamente descortinar.
Fazer 40, 50 ou 60 é um outro ritual, uma outra crônica, e um dia eu chego lá. Mas fazer 30 anos é mais que um rito de passagem, é um rito de iniciação, um ato realmente inaugural. Talvez haja quem faça 30 anos aos 25, outros aos 45, e alguns, nunca. Sei que tem gente que não fará jamais 30 anos. Não há como obrigá-los. Não sabem o que perdem os que não querem celebrar os 30 anos. Fazer 30 anos é coisa fina, é começar a provar do néctar dos deuses e descobrir que sabor tem a eternidade. O paladar, o tato, o olfato, a visão e todos os sentidos estão começando a tirar prazeres indizíveis das coisas. Fazer 30 anos, bem poderia dizer Clarice Lispector, é cair em área sagrada.
Até os 30, me dizia um amigo, a gente vai emitindo promissórias. A partir daí é hora de começar a pagar. Mas também se poderia dizer: até essa idade fez-se o aprendizado básico. Cumpriu-se o longo ciclo escolar, que parecia interminável, já se foi do primário ao doutorado. A profissão já deve ter sido escolhida. Já se teve a primeira mesa de trabalho, escritório ou negócio. Já se casou a primeira vez, já se teve o primeiro filho. A vida já se inaugurou em fraldas, fotos, festas, viagens, todo tipo de viagens, até das drogas já retornou quem tinha que retornar.
Quando alguém faz 30 anos, não creiam que seja uma coisa fácil. Não é simplesmente, como num jogo de amarelinha, pular da casa dos 29 para a dos 30 saltitantemente. Fazer 30 anos é cair numa epifania. Fazer 30 anos é como ir à Europa pela primeira vez. Fazer 30 anos é como o mineiro vê pela primeira vez o mar.
Um dia eu fiz 30 anos. Estava ali no estrangeiro, estranho em toda a estranheza do ser, à beira-mar, na Califórnia. Era um homem e seus trinta anos. Mais que isto: um homem e seus trinta amos. Um homem e seus trinta corpos, como os anéis de um tronco, cheio de eus e nós, arborizado, arborizando, ao sol e a sós.
Na verdade, fazer 30 anos não é para qualquer um. Fazer 30 anos é, de repente, descobrir-se no tempo. Antes, vive-se no espaço. Viver no espaço é mais fácil e deslizante. É mais corporal e objetivo. Pode-se patinar e esquiar amplamente.
Mas fazer 30 anos é como sair do espaço e penetrar no tempo. E penetrar no tempo é mister de grande responsabilidade. É descobrir outra dimensão além dos dedos da mão. É como se algo mais denso se tivesse criado sob a couraça da casca. Algo, no entanto, mais tênue que uma membrana. Algo como um centro, às vezes móvel, é verdade, mas um centro de dor colorido. Algo mais que uma nebulosa, algo assim pulsante que se entreabrisse em sementes.
Aos 30 já se aprendeu os limites da ilha, já se sabe de onde sopram os tufões e, como o náufrago que se salva, é hora de se autocartografar. Já se sabe que um tempo em nós destila, que no tempo nos deslocamos, que no tempo a gente se dilui e se dilema. Fazer 30 anos é como uma pedra que já não precisa exibir preciosidade, porque já não cabe em preços. É como a ave que canta, não para se denunciar, senão para amanhecer.
Fazer 30 anos é passar da reta à curva. Fazer 30 anos é passar da quantidade à qualidade. Fazer 30 anos é passar do espaço ao tempo. É quando se operam maravilhas como a um cego em Jericó.
Fazer 30 anos é mais do que chegar ao primeiro grande patamar. É mais que poder olhar pra trás. Chegar aos 30 é hora de se abismar. Por isto é necessário ter asas, e sobre o abismo voar.
(13.10.85)
O texto acima foi extraído do livro "A Mulher Madura", Editora Rocco - Rio de Janeiro, 1986, pág. 36.
What you truly want to be?
“Your time is limited, so don't waste it living someone else's life. Don't be trapped by dogma - which is living with the results of other people's thinking. Don't let the noise of other's opinions drown out your own inner voice. And most important, have the courage to follow your heart and intuition. They somehow already know what you truly want to become. Everything else is secondary.”
Steve Jobs
"Seu tempo é limitado, portanto não o desperdice vivendo a vida de alguém. Não caia na armadilha do dogma - que é viver com o resultado dos pensamentos das outras pessoas. Não deixe que o barulho da opinião dos outros cale a sua voz interior. E o mais importante, tenha coragem de seguir seu coração e sua intuição. Eles de alguma maneira já sabem o que você realmente quer se tornar. Todo o resto é secundário."