Quem somos

6 de jun. de 2010


NÓS PODERÍAMOS SER

MUITO MELHORES

SENÃO QUISÉSSEMOS

SER TÃO BONS.

Sigmund Freud

4 de jun. de 2010

Escravo do que fala


"One of the benefits of practicing Ashtanga Yoga...we're emotionally developing the self to no longer be a slave to passing thoughts, desires or fears. We learn to develop the attitude of a witness..."


"Um dos benefícios da prática de Ashtanga Yoga... estamos nos desenvolvendo emocionalmente para nos libertar da escravidão dos nossos pensamentos, desejos e medos. Aprendendo a desenvolver uma atitude de testemunha..."


Outro dia uma das minhas Teachers de San Francisco publicou essa frase no seu mural do facebook. Amei, concordo e sinto exatamente o que ela quis dizer. Me incomoda saber que em Florianópolis muita gente vê o Ashtanga com outros olhos, e sem perceber fala daquilo que nunca vivenciou com uma certa 'maldade', ou melhor, falta de informação.
Qe bom seria se pudéssemos calar quando não temos nada de realmente produtivo a dizer!!! Parafraseando Freud "o homem é dono do que cala e escravo do que fala".

1 de jun. de 2010

É estranho

Por que será que é tão difícil ir contra as coisas do coração?!!
Me parece tão estranho...

Não é fácil
Não pensar em você
Não é fácil
É estranho
Não te contar meus planos
Não te encontrar
Todo dia de manhã
Enquanto tomo meu café amargo
É, ainda boto fé
De um dia te ter ao meu lado
Na verdade eu preciso aprender
Não é fácil, não é fácil
Onde você anda
Onde está você
Toda vez que saio
Me preparo pra talvez te ver
Na verdade eu preciso esquecer
Não é fácil, não é fácil
Se você quisesse ia ser tão legal
Acho que eu seria mais feliz
Do que qualquer mortal
Na verdade não consigo esquecer
Não é fácil
É estranho

Tempo.. compositor de destinos!

Há muito tempo escrevo nesse blog que perdi a noção do tempo, ou o que representa a palavra tempo, ou o tempo em si, propriamente dito... sei lá... tempo tempo tempo tempo.

De tudo que eu sei, se é que realmente sei de alguma coisa, é que tudo tem seu tempo, ou melhor, existe tempo pra tudo e muitas coisas precisam de tempo. Que confusão!!! Sim, acordei confusa... ou melhor, fui dormir processada... e nada como o tempo para justificar minhas surtadas.

Antes, quando sentia essa pressão interna, imediatamente comprava uma passagem. Socorro... dessa vez preciso ir além dessa sensação maluca e cultivar a self practice mais intensamente. É exatamente isso, quando a prática vai ficando difícil de manter eu vou em busca de novos destinos, pessoas, outros tapetinhos, professores - dou um tempo pelo mundo, acho que me fortaleço e então, volto - mantenho a prática por um tempo e depois de um tempo diferente surto e entro no ciclo novamente... Acho que o TEMPO dessa vez veio me avisar que é preciso superar, dar um tempo para o surto e mais tempo para a prática... keep keep keep the self practice!!!!

És um senhor tão bonito
Quanto a cara do meu filho
Tempo tempo tempo tempo
Vou te fazer um pedido
Tempo tempo tempo tempo...

Compositor de destinos
Tambor de todos os rítmos
Tempo tempo tempo tempo
Entro num acordo contigo
Tempo tempo tempo tempo...

Por seres tão inventivo
E pareceres contínuo
Tempo tempo tempo tempo
És um dos deuses mais lindos
Tempo tempo tempo tempo...

Que sejas ainda mais vivo
No som do meu estribilho
Tempo tempo tempo tempo
Ouve bem o que te digo
Tempo tempo tempo tempo...

Peço-te o prazer legítimo
E o movimento preciso
Tempo tempo tempo tempo
Quando o tempo for propício
Tempo tempo tempo tempo...

De modo que o meu espírito
Ganhe um brilho definido
Tempo tempo tempo tempo
E eu espalhe benefícios
Tempo tempo tempo tempo...

O que usaremos prá isso
Fica guardado em sigilo
Tempo tempo tempo tempo
Apenas contigo e comigo
Tempo tempo tempo tempo...

E quando eu tiver saído
Para fora do teu círculo
Tempo tempo tempo tempo
Não serei nem terás sido
Tempo tempo tempo tempo...

Ainda assim acredito
Ser possível reunirmo-nos
Tempo tempo tempo tempo
Num outro nível de vínculo
Tempo tempo tempo tempo..

Portanto peço-te aquilo
E te ofereço elogios
Tempo tempo tempo tempo
Nas rimas do meu estilo
Tempo tempo tempo tempo...

Amor, I love you!

Deixa eu dizer que te amo
Deixa eu gostar de você
Isso me acalma, me acolhe a alma
Isso me ajuda a viver

Hoje contei pras paredes
Coisas do meu coração
Passei no tempo, caminhei nas horas
Mais do que passo a paixão

É o espelho sem razão
Quer amor, fique aqui

Meu peito agora dispara
Vivo em constante alegria
É o amor que está aqui

Amor I Love You


"... tinha suspirado,
tinha beijado o papel devotamente!
Era a primeira vez que lhe escreviam aquelas sentimentalidades,
e o seu orgulho dilatava-se ao calor amoroso que saía delas,
como um corpo ressequido que se estira num banho tépido;
sentia um acréscimo de estima por si mesma,
e parecia-lhe que entrava enfim numa existência superiormente interessante,
onde cada hora tinha o seu encanto diferente,
cada passo condizia a um êxtase,
e a alma se cobria de um luxo radioso de sensações!"

Amor I Love You

E fazer 31 anos...


... também pode ser uma incrível experiência.
Na realidade continuo vivendo meus belos e intensos 30... tudo é tão claro, óbvio e profundo... acho que nem precisa melhorar mais, já está tão bom!!! Isso não quer dizer que eu não deseje - desejo sim, que venham dias ainda melhores. Porém, me sinto satisfeita do jeitinho que está.
Neste aniversário fiquei super feliz não só com a presença, mas com os telefonemas e mensagens dos meus amigos mais lindos!!!
Galera, amo vocês... e a cada dia que passa valorizo mais as amizades que tenho.

31 de mai. de 2010

Fazer 30 anos

Affonso Romano de Sant'Anna

Antes dos 30 as coisas são diferentes. Claro que há algumas datas significativas, mas fazer 7, 14, 18 ou 21 é ir numa escalada montanha acima, enquanto fazer 30 anos é chegar no primeiro grande patamar de onde se pode mais agudamente descortinar.

Fazer 40, 50 ou 60 é um outro ritual, uma outra crônica, e um dia eu chego lá. Mas fazer 30 anos é mais que um rito de passagem, é um rito de iniciação, um ato realmente inaugural.
Talvez haja quem faça 30 anos aos 25, outros aos 45, e alguns, nunca. Sei que tem gente que não fará jamais 30 anos. Não há como obrigá-los. Não sabem o que perdem os que não querem celebrar os 30 anos. Fazer 30 anos é coisa fina, é começar a provar do néctar dos deuses e descobrir que sabor tem a eternidade. O paladar, o tato, o olfato, a visão e todos os sentidos estão começando a tirar prazeres indizíveis das coisas. Fazer 30 anos, bem poderia dizer Clarice Lispector, é cair em área sagrada.

Até os 30, me dizia um amigo, a gente vai emitindo promissórias. A partir daí é hora de começar a pagar. Mas também se poderia dizer: até essa idade fez-se o aprendizado básico. Cumpriu-se o longo ciclo escolar, que parecia interminável, já se foi do primário ao doutorado. A profissão já deve ter sido escolhida. Já se teve a primeira mesa de trabalho, escritório ou negócio. Já se casou a primeira vez, já se teve o primeiro filho. A vida já se inaugurou em fraldas, fotos, festas, viagens, todo tipo de viagens, até das drogas já retornou quem tinha que retornar.

Quando alguém faz 30 anos, não creiam que seja uma coisa fácil. Não é simplesmente, como num jogo de amarelinha, pular da casa dos 29 para a dos 30 saltitantemente. Fazer 30 anos é cair numa epifania. Fazer 30 anos é como ir à Europa pela primeira vez. Fazer 30 anos é como o mineiro vê pela primeira vez o mar.

Um dia eu fiz 30 anos. Estava ali no estrangeiro, estranho em toda a estranheza do ser, à beira-mar, na Califórnia. Era um homem e seus trinta anos. Mais que isto: um homem e seus trinta amos. Um homem e seus trinta corpos, como os anéis de um tronco, cheio de eus e nós, arborizado, arborizando, ao sol e a sós.

Na verdade, fazer 30 anos não é para qualquer um. Fazer 30 anos é, de repente, descobrir-se no tempo. Antes, vive-se no espaço. Viver no espaço é mais fácil e deslizante. É mais corporal e objetivo. Pode-se patinar e esquiar amplamente.

Mas fazer 30 anos é como sair do espaço e penetrar no tempo. E penetrar no tempo é mister de grande responsabilidade. É descobrir outra dimensão além dos dedos da mão. É como se algo mais denso se tivesse criado sob a couraça da casca. Algo, no entanto, mais tênue que uma membrana. Algo como um centro, às vezes móvel, é verdade, mas um centro de dor colorido. Algo mais que uma nebulosa, algo assim pulsante que se entreabrisse em sementes.

Aos 30 já se aprendeu os limites da ilha, já se sabe de onde sopram os tufões e, como o náufrago que se salva, é hora de se autocartografar. Já se sabe que um tempo em nós destila, que no tempo nos deslocamos, que no tempo a gente se dilui e se dilema. Fazer 30 anos é como uma pedra que já não precisa exibir preciosidade, porque já não cabe em preços. É como a ave que canta, não para se denunciar, senão para amanhecer.

Fazer 30 anos é passar da reta à curva.
Fazer 30 anos é passar da quantidade à qualidade. Fazer 30 anos é passar do espaço ao tempo. É quando se operam maravilhas como a um cego em Jericó.

Fazer 30 anos é mais do que chegar ao primeiro grande patamar. É mais que poder olhar pra trás.
Chegar aos 30 é hora de se abismar. Por isto é necessário ter asas, e sobre o abismo voar.

(13.10.85)

O texto acima foi extraído do livro "A Mulher Madura", Editora Rocco - Rio de Janeiro, 1986, pág. 36.

What you truly want to be?


Your time is limited, so don't waste it living someone else's life. Don't be trapped by dogma - which is living with the results of other people's thinking. Don't let the noise of other's opinions drown out your own inner voice. And most important, have the courage to follow your heart and intuition. They somehow already know what you truly want to become. Everything else is secondary.”

Steve Jobs


"Seu tempo é limitado, portanto não o desperdice vivendo a vida de alguém. Não caia na armadilha do dogma - que é viver com o resultado dos pensamentos das outras pessoas. Não deixe que o barulho da opinião dos outros cale a sua voz interior. E o mais importante, tenha coragem de seguir seu coração e sua intuição. Eles de alguma maneira já sabem o que você realmente quer se tornar. Todo o resto é secundário."


Foto: Um único maracujá lutando para sobreviver ao ataque de uma dezena de lagartas que devoravam o maracujazeiro.

Salve o Amor, Salve a Amizade



Definitivamente existem momentos memoráveis nas nossas vidas. Particularmente gosto daqueles dias que você acorda com preguiça, acha que vai ser uma chatice e de repente, as simples coisas que decide fazer fazem seu coração explodir de alegria.

Num domingo como outro qualquer... sem sol, sem ondas - que eu posso pegar - vou almoçar no Nutri, restaurante natureba tipicamente engraçado e delicioso localizado no sul da Ilha.
Dando mil risadas com o namorado, cantando Dazaranha, olho para o lado e percebo que existe o horizonte. Incrivelmente perceptível e lindo... mais um daqueles 'priceless moments' para viver e relembrar.

Sou vagabundo eu confesso,
Da turma de 71
Já rodei o mundo
E nunca pude encontrar
Lugar melhor para um vagabundo,
Que um rio à beira mar
Odoiá odofiaba salve minha mãe Iemanjá
Que foi que me deram pra levar
Pra dona Janaína que é sereia do mar
Pente de osso, laços e fitas
Pra dona Janaína que é moça bonita
Que é moça bonita

Café na cama eu gosto
Com um suco de laranja mamão
Iêêê e um fino em cima da mesa
Amanhã quando você,
Quando você for trabalhar
Tome cuidado
Que é pra não me acordar
Eu durmo tarde,
A noite é minha companheira
Salve o amor salve a amizade, a malandragem, a capoeira

25 de mai. de 2010

Os vira latas da minha vida



Fidel, o rebelde mimado & Bongô, o ciumento aprontão

Depois de 5 anos vivendo na maior mordomia e sendo o único e exclusivo cachorro do casa, Fidel Floriano, com sua pose de rei, deixa de ser um vira lata tranquilo e vira o terror da vizinhança.
O motivo é simples, sua mãe (eu), não dorme mais em casa, e o que é pior... chega com cheiro de outro... E agora, convive com isso como??
Não dá 'late' ele. Abriu o portão Fideliano foge; desaparece; se mete em briga de rua e volta sangrando; se joga da escada e ainda fica traumatizado; pisa no caco de vidro, corta o pé e faz a maior manha do mundo; e por aí vai as loucuras que ele faz para chamar a atenção e voltar a ser o centro do Universo familiar.

Do outro lado da Lagoa, com sua orelha caída, seus gemidos escandalosamente manhosos e sua pose de brincalhão, vive o Bongs. Se sair de casa cuidado... tudo pode virar diversão para o caçula da família de lá.
Completamente sem noção ele acrobaticamente salta; esmaga meus peitos; tira a roupa do varal; rouba o pão de queijo do meu prato; roe o banco da bicicleta, a cama dele, a capa do step do meu carro; e além de despertar ciúmes no namorado ele faz qualquer coisa para chamar a nossa atenção e sair para passear ou pelo menos deitar no chão da cozinha.

O bom é que eles trazem alegria e muito amor!!! Definitivamente valem o quanto incomodam e com certeza muito mais.