Quem somos

12 de abr. de 2009

até quando tenho que existir...


Ontem sai para almoçar com o pai, caminhando de volta para casa ele me perguntou:
- Mais você não pensa no futuro? Em ter uma vida mais enraizada... vai querer viajar a vida inteira?
Não sei!!! Meu presente está totalmente voltado para viagens, solto... estou seguindo o fluxo dos acontecimentos e por agora é isso. Mas não se preocupe comigo, estou feliz, isso é o mais importante, não é? Ponto final.

Fiquei um pouco bolada, pensei várias vezes sobre o assunto ao longo do dia. A noite, galerinha reunida aqui em casa a Marza me faz uma pergunta 'quase que em silêncio':
- E tu não tem medo de errar??
- Tenho claro, e tu?
- Também!!
Suspirei até retomar o fôlego e logo em seguida disse que um dia iremos nos perguntar o que fizemos de nossas próprias vidas??

O QUE VOCÊ FEZ DA SUA VIDA...
E O QUE A VIDA FEZ COM VOCÊ???

Vivemos o presente como conseqüência do que fomos no passado e visando aquilo que seremos no futuro... tão complexo, arriscado e sutil... mas enquanto o tempo passa, o vento tráz as respostas e agente aprende com elas.
Acho que o Bob Dylan percebeu isso primeiro:
How many roads must a man walk down
(por quantas estradas o homem tem que passar)
Before you call him a man?
Até que você o considere mesmo um homem
...
How many years can a mountain exist
Por quantos anos uma montanha pode existir
Before it's washed to the sea?
Antes de ser lavada pelo oceano?
Yes, 'n' how many years can some people exist
Por quantos anos algumas pessoas podem existir
Before they're allowed to be free?
Antes de se tornarem livres?
Yes, 'n' how many times can a man turn his head
Por quanto tempo o homem vai virar a cara
Pretending he just doesn't see?
Fingindo que não vê?
How many times must a man look up
Quantas vezes o homen vai olhar para cima
Before he can see the sky?
Até que consiga ver o céu?
Yes, 'n' how many ears must one man have
Quantas orelhas o homem deve ter
Before he can hear people cry?
Até que possa ouvir as pessoas chorarem?
...
The answer, my friend, is blowin' in the wind.
As respostas, meu amigo, estão soprando no vento.

Blowin' in the wind, BOB DYLAN.

8 de abr. de 2009

Ao vivo!!

Pela primeira vez estou ao vivo escrevendo no blog depois de querer escrever algo...sem antes ter que escrever num caderinho...Bom o negócio é o seguinte:
Descobri minha missão na terra!!!*
Libertar pessoas!!
* não que isso queira dizer que eu já sei como fazer isso, mas estou feliz em descobrir!!

7 de abr. de 2009

Que alívio, sem culpa nenhuma...só não vale usar como desculpa...sem culpa consciente já!!

Fazendo massagem, relaxando a tensão
Em plena vagabundagem, com toda disposição
Falando muita bobagem , esfregando com água e sabão

Que tal nós dois numa banheira de espuma
El cuerpo caliente , um dolce farniente
Sem culpa nenhuma

Despida, desnuda e sem culpa...


Depois de dar título a postagem anterior, fiquei refletindo sobre a palavra “desculpa”, ai quanta culpa num conjunto de letras...
Tão freqüente nos pensamentos e bocas... desculpa pela atraso, desculpa pela acidente, desculpa não está mais aqui quem falou, desculpa não foi minha culpa e um monte de blá blá blá.
Tomei uma decisão...

Vou levar a vida mais solta, fazer tudo da melhor maneira possível, com emoção, deixar que o coração entre em sintonia com a razão, tentar ser coerente nas idéias... assumir as conseqüências das minhas ações livre de qualquer pressão!
Sem culpa de gastar dinheiro viajando; de retornar ao mesmo lugar; de ficar longe das aulas, dos treinos e do Fidel; de me entregar as experiências do mundo lá fora de voltar realizada ou não, afinal, o que realmente importa??


SEXO, DROGAS E ROCK ‘N ROLL

(com limite, com amor e muita emoção)

SEM CULPA!!!!!!

(des) culpa, despida, desnuda...

casal 'sem culpa' fotografado na Haight Street - San Fan

Dia desses fiquei horas discutindo relacionamentos com uma amiga – Maneca, irmã de tapetinho. Entre tigela de açaí, salada de frutas e o café expresso... muitas palavras e conclusões bem significativas reverberaram de nossas idéias.
Uma livre, leve e solta para amar; outra presa nos preconceitos e rituais que envolvem uma relação. Ambas com os mesmos medos e inseguranças, porém padrões opostos de entrega.
Liberdade e libertinagem – amor e paixão – entrega e solidão – culpa e compaixão.
Chegamos ao final de todos os relacionamentos, exatamente onde nos deparamos com a mesma situação. A culpa do sofrimento alheio, das lágrimas de quem um dia amamos – não que deixamos de amar... apenas mudamos o foco do sentimento.
Mas culpa, como assim culpa???
Como posso eu ser responsável pelo sofrimento de alguém? Ah não!! Já tenho bastante responsabilidade na vida, coisas demais para realizar... e ficar segurando choro de menino crescido já é demais...

Eu, racionalizando tudo como sempre, acho que temos que nos responsabilizar pela própria dor. Parece mesmo muito confortável jogar a culpa em que está do nosso lado – ah você que terminou... você só me faz sofrer... e nossas promessas, você estragou tudo... quem é o cara que você está saindo?? Aquelas palavras que mais ofendem do que solucionam o caso, o ego despedaçado falando por si... um monte de besteiras que inconscientes, já ouvimos e falamos um dia na vida...
Acho que está na hora de crescer, aparecer e assumir as responsabilidades emocionais que a vida nos impõe. A relação não deu certo?? Fazer o quê, acontece... nem todo mundo nasceu com alma gêmea. Aceita, releva, perdoa. Colocar a dor nas costas de alguém que amamos parece confortável, mas não muito verdadeiro e solidário.

Cada um tem o tamanho de sofrimento que pode carregar nesta vida, então tente aprender e tirar as melhores lições possíveis de cada relacionamento – quando você pula fora ou quando leva um fora. Em ambas as situações cada um tem aquilo que merece, mérito ou demérito, dessa ou de outra vida.

Horas depois concluímos nossa conversa com a frase estampada na testa: all we need is Love, Love is all we need!!

Love, love, love, love, love, love, love, love, love
There's nothing you can do that can't be done
Nothing you can sing that can't be sung
Nothing you can say, but you can learn how the play the game
It's easy
There's nothing you can make that can't be made
No one you can save that can't be saved
Nothing you can do, but you can learn how to be you in time
It's easy
All you need is love
Love is all you need
Nothing you can know that isn't known
Nothing you can see that isn't shown
Nowhere you can be that isn't where you're meant to be
It's easy

John Lennon & Paul McCartney

5 de abr. de 2009

Contagem regressiva...

Hoje falta exatamente 1 mês para embarcarmos para San Francisco, a terrinha que inspirou:

"Make Love not War" - sexo,
"Drop Acid not Bombs" - drogas e
"All You Need is Love" - rock n roll

Enquanto isso vou preparando as flores para colocar nos meus cabelos...

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4 de abr. de 2009

Uma prévia sobre drogas

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Como falamos por muito tempo sobre rock 'n roll, a idéia era fazer o mesmo com o sexo e então com as drogas... mas vou me dar o direito de misturar os assuntos postando este vídeo.
Sente-se em uma postura firme, confortável, respire fundo e não perca a oportunidade de dar muitas risadas!!

3 de abr. de 2009

depois do rock 'n roll... o sexo

By Marza Tozo

Esta semana percebi que a fase rock ‘n roll está passando... de maneira nenhuma estou me referindo a preferência musical, o que está se desfazendo é a vontade de estar trancafiada e esmagada dentro de um lugar escuro carinhosamente chamado de ‘balada’.
Fazendo um reverencia a famosa trilogia sexo, drogas e rock ‘n roll... talvez seja o momento de falar menos de rock e mais sobre sexo e drogas, já citei Jim Morrison perguntando Why not?
Não que eu seja uma especialista nesses assuntos, muito pelo contrário, minha vida profana é bem superficial, mas também não sou santa. Estou aqui apenas, tentando colocar algumas idéias que circulam na minha mente muito mais profana do que eu.
Tenho um Cd, chamado Moonshine Sessions (o qual recomendo), e uma das faixas se chama Psycho Girls & Psycho Boys... vou reproduzi-la aqui, pois acho que ela expressa muito do que eu sinto sobre o tema SEXO.

All the psycho girls todas as psycho girls
Are suffering toys são bonecas que sofrem
For the psycow boys pelos psycow boys
Looking for love em busca de amor

All the psycho girls
Are never alone elas nunca estão sozinhas
Always surrounded sempre se rendendo
By the…crazy ones aos mais malucos

Madness, loneliness maldade, solidão
Mother & son mãe e filho
Seeking light in darkness procurando luz na escuridão
Like everyone como todos nós

Little psycho girl
In bed with a boy na cama com um garoto
Giving your body entregando seu corpo
But never your soul mas nunca sua alma

All the psycho girls
With beautiful words com suas belas palavras
Are vegeterians são vegetarianas
But they…eat your heart raw mas comem seu coração cru

True love, holiness amor verdadeiro, santidade
Father & son pai e filho
Lead your life to the brightness direcionando sua vida para iluminação
Don’t stare at the sun não fixam seu olhar para o sol
Philippe cohen solal

Não posso garantir ao certo o que o compositor estava querendo com tudo isso, mas posso falar minha opinião sobre suas palavras muito bem cantadas.
Bom, nesse mundo perverso e promiscuo que vivemos, todas as atenções ficam voltadas para o lado de fora... tentamos suprir a carência da falta de conhecimento sobre nós mesmos comprando casa, carro, roupa nova e conquistando novos parceiros, caindo no inevitável ‘jogo de sedução’, que mas dispersa energia do que agrega.
Jogando charme para todas as direções, vamos jogando também nossa essência, que vai se dissolvendo até que inevitavelmente nos transformamos em psychs girls – em busca de um grande amor, sem saber ao certo o que é amar...
Quanto mais parceiros mais aumenta a solidão, a entrega do corpo é banal, já não mais importa – afinal o coração está fechado e alma está dispersa, deixando a nuvem da ignorância cada vez mais escura, densa e profunda.
(quando cito a palavra ignorância me refiro àqueles que ignoram a si próprio, buscando lidar com seus medos e aversões do lado de fora, sem perceber que a solução está no lado de dentro)
Para finalizar quero enfatizar o trecho da música que diz: todos nós procuramos luz na escuridão, como todas as psycho girls & psycho boys.

1 de abr. de 2009

Atropelando os fatos

Essa semana me dei conta da ação do tempo, tudo tão rápido, intenso e atropelado.
Estávamos atravessando a rua no domingo em direção ao Cultura, quando a Marza me pegou no braço para eu tomar cuidado com os carros – Ui, me senti na Índia!! Que forte foi a sensação de medo de atravessar, assim como era na Índia, quando segurávamos uma o braço da outra com medo de nos perder ou de algum meio de transporte passar por cima.
Meu coração ficou pulsando por alguns momentos... sentamos no cultura, tradicional bolo de cenoura com cobertura de chocolate e as palavras saíram gritando da minha boca:

- A Índia foi muito forte, como eu mudei, quanta coisa ainda está em transformação por dentro e por fora... e daqui há um mês já embarco em outra jornada – que promete mexer muito mais pelas circunstâncias do lugar, da prática e da meditação que faremos lá.

Será que estou com medo?? Fiquei me questionando sobre o tempo certo dos acontecimentos, se há que existe mesmo o tempo... muitas vezes a vida me soa atemporal, fácil e suave, e é... mas aí vem a confusão e quase enlouqueço correndo atrás de tudo o ‘tempo’ todo.

Conclusão, preciso ficar mais atenta e não passar por cima de fases importantes da vida... criança sai para brincar, depois vai a escola... daí fica mais assanhada e quer namorar, mas tem idade certa... então vem a faculdade, estágio, trabalho fixo, responsabilidade, família e claro, para alguns VIAGENS!!! O mais importante e viver cada fase de uma vez, sem ansiedade, o tempo real dos fatos.

Apesar de viver em plena agitação mental, e acreditem tranqüila com isso e feliz com minha vida em Floripa, estou certa que este é um momento de colocar o pé na estrada mesmo.
E o que parece mais maluco nisso tudo é que já estamos falando sobre um próximo destino.. tipo, nem sabemos ainda o que será de nós em Frisco, se ficamos por lá ou voltamos... será que estamos atropelando alguma coisa ou é apenas uma questão de organização?
Depende do ponto de vista, eu acho - ou prefiro achar!!

I love our home
Under the moon
I love you darling
And i’ll see you soon...

I know darling, what I’m looking for, lies right behind your door
But man was made to roam,
And the stars just seem brighter a little further down the road...

But let me drive again
On the roads to nowhere
I’ll be back again
But it’s true, i don’t know when

Philippe Cohen Solal

A experiência da libertação!!

By Marza Tozo

Trecho do livro "The Art of Living - Vipassana Meditation", traduzido pelo entendimento de quem ainda não se iluminou.
* só pra esclarecer que a libertação que falamos e pregamos aqui é a libertação das nossas mentes, dos nossos sofrimentos e dos nossos condicionamentos por nosso próprio mérito e dedicação. Onde cada um encontrará a sua maneira ou meio de se libertar. Nós praticamos yoga, meditação e viagens, uns correm maratonas, outros vão à Igreja, outros tomam chás, outros lêem livros, alguns tomam passe, umas se tornam mães e assim por diante...o importante é nos tornarmos sempre livres e felizes!!

"Libertação é possível. Todo mundo pode ser livre de todo condicionamento, todo sofrimento. The Buddha explicou:
Existe uma esfera de experiência que está além de todo o campo da matéria, de todo o domínio da mente, que não é este mundo nem outro mundo nem ambos, não é nem a Lua nem o Sol. Isso eu chamo nem de surgimento, nem falecimento, nem cumprimentos, nem morte ou renascimento. É sem suporte, sem desenvolvimento, sem fundamento. Isto é o fim do sofrimento.
...
Quando confrontamos com todos os altos e baixos da vida, a mente ainda permanece inabalável, sem lamentação, sem gerar desilusão, sempre sentindo segura; isso é a maior felicidade...the real happiness. (e o mais difícil de alcançar, não acham?)
...
Melhor um único dia de vida vendo a realidade dos nossos altos e baixos, alegrias e tristezas, desejos e aversões do que 100 anos de existência permanecendo cego a isso tudo."