Quem somos

23 de out de 2011

Referências


"Mesmo que não seja a vida ideal,
a gente sempre pode escolher como viver.
E qualquer que seja sua vida,
escolher o que fazer muda tudo."

AGASSI Autobiografia

18 de out de 2011

Quit? I can't!!

Lembrando do artigo da Magnolia sobre o dia em que ela decidiu parar de praticar... me fez pensar se um dia eu mesma vou parar.
Difícil pensar, inclusive parece dispensável gastar energia com isso.
Mas.. já parei de correr, pedalar, dançar e até mesmo nadar.
Aliás, já parei tantas coisas na minha vida que nem sei.
Entretanto a prática, o Yoga.. sei lá? Faz tanto sentido, trás um movimento interno tão positivo, revelador, mostra o lado simples da vida.
Acho que pensar em parar me faz duvidar da possibilidade.
O prática do Yoga em todo seu contexto clareia a mente, limpa toda essa podridão externa que absolvemos e todo o resto que carregamos. É tão poderosa que me transforma a cada prática, todos os dias que subo no tapetinho para referenciar meu Mestre através dos ásanas, pranayamas e cantos, saiu mais livre e realizada.
O Ashtanga tem sido desde sempre minha fonte de inspiração, meu método e a ponte que me conduz a todas essas descobertas, me vejo no lugar da Magnolia ouvindo o professor dizer "Parar? Você não consegue!!!".

What to do with myself??

12 de out de 2011

The day I quit Ashtanga

One of the many interesting things I told my teacher on my last trip to India was ‘I quit Ashtanga.’ My reasoning was; how long am I going to be doing this for? How long am I going to be hopping around on my mat for? Another 20 years, 30? How many years do I have? I was overwhelmed and under-inspired.


His response was simple and expressionless. ‘You can’t.’ My chest swelled with rebellion. ‘Why not?’ ‘Because what else are you going to do?’ he asked innocently as he took a sip of chai. I quickly went through a list of possibilities karate…no, swimming…no, vinyasa classes….NO. I do seated meditation, I do japa. Was there really nothing else? I desperately clung on to my story (the mind works fast) searching for something else. There was nothing. I surrendered. He was right. What else was I going to do?


I sat back in my chair and breathed in that bittersweet reality. This is it.


As one would imagine that day passed like all the other ones and I got up the next morning to practice. Then another day came and went and I practiced. My so-called ‘Ashtanga Crisis’ passed effortlessly so.


The mind with all of its preferences, opinions, thoughts and desires is a very tricky rascal to navigate. It can be very convincing indeed. Many spiritual masters refer to the mind as a monkey. Swami Satyananda Saraswati used to refer to the mind as a drunk monkey. He would say that we’re not trying to control the mind, we’re simply trying to become friends with the mind. In this case…would you trust your friend that’s drunk all the time, acting like a monkey? Would you do everything your drunk friend told you to do? No. Yet we do it all the time. We fall prey to the thoughts, patterns and conditionings of the mind time and time again.


Many people have practiced Ashtanga Yoga for some time and then quit saying ‘doing the same thing made them go on auto-pilot’ or ‘I was not inspired’ or ‘It was too hard’. They blame the system and make it wrong in the name of continuing their search. Inspiration is not something permanent to attain. The inspiration comes from interrupting the constant cynic in the back of the mind. Knowing yourself comes from re-establishing internal dialogue as opposed to continuously swaying with each and every desire. Then the truth comes bubbling up.


This is perhaps one of the best things about Ashtanga Yoga. It is sobering. There is no extraordinary bliss. No extraordinary drama. Unless of course, that’s what you choose. It’s just you, the breath and the brilliance and cleverness to re- commit every day.


The next time you feel overwhelmed by the demands of a daily practice, take it easy. It’s just one breath at a time.


By Magnolia Zuniga

http://blog.mysoresf.com/

10 de out de 2011

Aiii, como somos mediocres!!

Caros,

o assunto do Código Florestal não sai de minha cabeça. Mando pro Blog da Boitempo um artigo que escrevi em 1989 e que me parece mais atual do que nunca.

- Doutor, eu gostaria que o senhor me explicasse prá que serve uma Onça-Pintada?

A pergunta foi dirigida a meu irmão, ardente defensor das causas ambientalistas, pelo barbeiro da cidadezinha do interior onde mora. O cara, exaltado, foi além:

- Uma Onça-Pintada não serve para nada, doutor. Só prá comer o gado de uns pobres sitiantes. Não entendo por que esse pessoal da cidade faz tanto barulho quando se mata uma Onça. Se uma Onça-Pintada não tem mesmo serventia nenhuma neste mundo, o que dizer de uma reserva ecológica inteira? São terras preciosas pro plantio, ou para empreendimentos turísticos, ou para a implantação de pólos industriais, são milhões de reais – ou de dólares – convertidosem quê? Emmato, doutor.

Mato e bicho do mato. Que serventia tem gastar tanto espaço e dinheiro preservando mato?

Nenhuma, eu diria. Colocadas as coisas nesses termos, os termos dos nossos tempos neoliberais, uma reserva ecológica não serve mesmo pra nada. Não dá lucro, não movimenta o mercado, não se compra nem se vende. Uma inutilidade. Mas tento pensar o contrário – o que seria de nós, num planeta que só refletisse a nossa cara, a cara do homem e de sua civilização?

Suponhamos que o problema dos recursos naturais, das chuvas, do clima, se resolvesse em laboratório e num futuro de ficção científica o homem não precisasse mais preservar nem mesmo a Amazônia – a ciência nos forneceria o necessário à vida, ainda que a terra inteira estivesse urbanizada, ou desertificada, tanto faz. Neste caso, a inutilidade da Onça-Pintada, dos Gorilas, do Boto, dos Golfinhos e todo o seu ecossistema estaria mais do que provada.

Danem-se os bichos e suas exigências tão antifuncionais, nós somos os reis da criação. Viveremos muito bem com galinhas de granja, verduras de estufa e gado sintético. Um mundo mais limpo. Mais asfaltado. O clima regulado por satélites. Não vai ser bom?

Mas, instintivamente, esta idéia nos provoca horror.

Não é racional, o horror. Talvez chegue mesmo o dia em que a humanidade não precise da natureza em estado bruto para sobreviver. No entanto, acho que não poderemos sobreviver sem ela. As reservas naturais, mesmo para quem nunca saiu de um apartamento na Avenida Paulista, são reservas do nosso imaginário.

Mesmo quem nunca pisou na Antártida ou na Amazônia sabe que habita um planeta onde vivem Araras e Pinguins, onde existem grandes florestas e grandes geleiras, onde nem tudo tem a cara da nossa civilização. Precisamos das reservas naturais como reservas de mistério, de desconhecido, reservas para nosso fascínio e nosso medo. Reservas de escuridão. Já pensaram que a escuridão total, completa, de uma noite sem lua e sem estrelas, é quase uma desconhecida para a maioria de nós? Reservas de silêncio, como no deserto. Reservas de cheiros estranhos, que nos remetem a um mundo sem humanidade, o mundo das nossas origens perdidas no tempo. Reservas de memória, da memória da espécie, impossível de se guardar no computador. Reservas para o inconsciente.

Reservas de humildade, onde devemos ser lembrados da insignificância de nossa condição no universo. Reservas de instintos, de pulsões, de fúria, de desamparo. Nós não seríamos humanos se não existissem as grandes reservas naturais.

Maria Rita Kehl

http://boitempoeditorial.wordpress.com/2011/05/30/reservas-ambientais-reservas-do-imaginario/#comments

9 de out de 2011

Burgueses sem religião..

O Futuro da nação...
Quando nascemos fomos programados

A receber o que vocês
Nos empurraram com os enlatados
Dos U.S.A., de nove as seis.

Desde pequenos nós comemos lixo
Comercial e industrial

Mas agora chegou nossa vez
Vamos cuspir de volta o lixo em cima de vocês

Somos os filhos da revolução
Somos burgueses sem religião

Somos o futuro da nação
Geração Coca-Cola

Depois de 20 anos na escola
Não é difícil aprender
Todas as manhas do seu jogo sujo
Não é assim que tem que ser

Vamos fazer nosso dever de casa
E aí então vocês vão ver
Suas crianças derrubando reis
Fazer comédia no cinema com as suas leis

Somos os filhos da revolução
Somos burgueses sem religião
Somos o futuro da nação
Geração Coca-Cola