Quem somos

31 de dez. de 2011

Somos inconstantes, graças a vida!

A CORAGEM DE SE APAIXONAR
por Hilda Lucas

Não adianta, a paz não é suficiente. Já se perguntava Riobaldo: "Se a paz é boa? Então, como é que ela enjoa?".
Acho que os corajosos e o lúcidos deveriam rezar assim: Senhor, proteje-me das prisões do comodismo, da plenitude e da estagnação. Dá-me coragem, loucura e tesão para viver sem medo de mim e dos meus sonhos. Dá-me asas e ventos, insônias e angústias, inquietações e alguns sofrimentos, para que eu possa dizer sim à vida.
Coragem é a maior da virtudes. É preciso muita coragem para esse viver tão perigoso, principalmente quando o perigo está na acomodação e na segurança. Sim, existe grande risco para alma quando nos sentimos aprisionados por nossas conquistas, nosso cotidiano tão bem organizado, nossos scripts engessados. É como olhar o oceano por uma pequena janela, ver apenas uma nesga do horizonte, e acreditar que a imensidão está dentro das paredes e não explodindo fora delas. É como traçar vôos dentro das gaiolas luxuosas. e tentar-se convencer que o brilho das coisas tangíveis é mais bonita que as estrelas ermas no céu.
Se, por um lado, queremos tranquilidade, proteção e prosperidade, por outro, queremos plenitude, renovação e vertigem. Somos híbridos, feitos de muitas matérias e vocações: parte, como os minerais e vegetais, que se confundem com a terra e nos fazem assentar, e outra parte, como os sonhos e os deuses, que nos arrancam das nossas vidas previsíveis e nos elevam. Somos alternância entre escassez e abundância, lacuna e transbordamento, assentamento e desassossego. Somos inconstantes, graças a vida!
De repente, sua vida está perfeita como num anúncio de margarina, mas você se sente desmotivada e desperdiçada. É como se a vida de verdade estivesse acontecendo lá longe, e você estivesse as margens, assistindo de camarote, sem dançar. De repente, você chega lá, mas não está satisfeita. De repente você se lembra daquele mestrado que você adiou; do ano sabático que você sempre quis tirar; ou, simplesmente, tem uma ideia louca, e pensa: "Por que não?".
De repente, você percebe que sua vida envelheceu ou estagnou, que você até gosta da sua vida, mas sente uma incompletude, uma vontade de gostar dela mais ainda. Não há nada de errado com você. Muito pelo contrário. É pura sanidade.
Se a paz é respiro e refrigério, a paixão é movimento e animação. Pode ser paixão por alguém, por uma ideia, um projeto, mas melhor ainda quando é pela própria vida. A paixão pela vida nos dá coragem, nos transforma em quem queremos ser, nos arranca da mediocridade, da mesmice e nos convoca a escrever novos capítulos.
Acho que os sonhadores e os atrevidos deveriam rezar assim: Desperta-me, Senhor! Sopra-me palavras inéditas, inspira-me com lampejos e intuições. Tira-me do sério, dos trilhos, da forma. Dá-me sobressaltos e suspiros, desvarios e fome. Dá-me plena posse de mim mesma, para o bem e para o mal.
O inconformismo é como uma canção interna, que faz você lembrar quem você realmente é; é como um rio, que, mesmo represado, intui o mar. É esse anseio, essa borbulha na alma, que nos faz buscar o novo, o movimento, o entusiasmo; que nos faz trocar a monotonia das horas e a opacidade do olhar pela aventura das novas escolhas e a ousadia de dar guinadas no caminho.
Gosto de pensar que, quando assumimos chamados, aceitamos desafios, viramos a mesa ou apenas invertemos a ordem das nossas rotinas ou trocamos a cor dos nossos cabelos, estamos dizendo sim à vida, beijando a vida na boca, apaixonadamente. São pequenos ou grandes gestos, mudanças profissionais, rompimentos, ajustes de rota, faxinas, decisões de Ano-Novo, quebras de parâmetro, loucuras, alforrias. O que você ganha? Brilho no olho, inteireza da sua alma, delícias e agonia de ser dona da sua vida, e poder recitar Henley como o Nelson Mandela: "Sou o mestre do meu destino, o capitão da minha alma".
Acho que os destemidos e os ávidos deveriam rezar assim: Assombra-me, Senhor! Não permita que me afaste do que me identifica, que eu esqueça o que me alegra ou cale o que me traduz. Insufla-me, instiga-me, exige-me ser: Livra-me dos boicotes e adiamentos que eu mesma me imponho. Dá-me paz e paixão, alternadamente, como a chuva e a estiagem - já que uma só existe quando a outra desiste. Faz-me entender que há mais danos no medo de viver que no medo de morrer.
Cada vez que dizemos sim à vida ou pelo menos, por que não, fazemos girar a roda da fortuna, expandimos nossos limites, reconhece-mos nos espelhos da alma e , depois, exaustas e felizes, sorrimos para nós mesmas. Lá estamos nós, inteiras! Inspiradas e apaixonadas, mais uma vez.

2012 brilhante!!

Cortar o tempo..

Quem teve a ideia de cortar o tempo em fatias,
a que se deu o nome de ano,
foi um indivíduo genial.

Industrializou a esperança, fazendo-a funcionar no limite da exaustão.

Doze meses dão para qualquer ser humano se cansar e entregar os pontos.

Aí entra o milagre da renovação e tudo começa outra vez, com outro número e outra vontade de acreditar que daqui por diante tudo vai ser diferente


Carlos Drummond de Andrade

30 de dez. de 2011

When life begins..

Some people dream of success, other make it happen. Of course, you can dream as much as you like but waiting for things to happen gets you nowhere. Get active and start making things happen.
Whatever journey your path takes you on, the most important thing is to have passion in what you do.
How many of you went to college, got your degree, and ended up doing something totally unrelated to your major? Studying it did nor make you passionate about it. It wasn't your path.

Education or even talent aren't worth much without passion. So do the stuff you love and you've always wanted to do because without it, you'll feel stuck and unfulfilled. If you work in a bank but your dream is to be a naturopath, then make those changes now. Make this year the turning point in your life. When you do what you love you will be rewarded - it will just flow naturally. Look at those around you who just make things happen. They have a clear goal in mind and they know where they want to go. They don't always have a plan but they have the passion and the tenacity to make it work, and they achieve their goals as the end result.

Trust us when we tell you this. If something important to you, you will find a way. If it isn't, you will find an excuse. It's that simple. Find your way. Make it work, whatever it takes. Are you 10 kilos heavier than you should be? It is simple: commit, go to the gym every day, no excuses, and train until you lose those 10 kilos. When you accomplish this, you will have the confidence to do more. Set a goal and make it happen.

Want to stop smoking? Stop making excuses, take control of your circumstances before they take control of you.
Success isn't just about what you accomplish in your life, it'a about what you inspire others to do and when you do accomplish something as simple as quitting smoking or losing weight, you'll inspire others to do the same. Anyone can change the world, and everybody should try. And it all starts with your own life.

Stop waiting for the perfect time to do what you want to do. Do it now.
Life begins at the end of your comfort zone, so get used to be uncomfortable. It won't kill you. Do you need a sign? Here it is.
Bill Tikos

A medida dos seus sonhos


Crescer com humildade... Amadurecer... Ter responsabilidade...

27 de dez. de 2011

Pureza

"Pureza é o estado mais elevado da consciência humana. É quando consigo acessar minha natureza livre de qualquer influência ou artifício. É quando o mundo externo faz tudo para distrair minha atenção, mas permaneço focado no meu estado original de plenitude. É quando retorno às águas límpidas da nascente, sempre que alguma circunstância lance seus poluentes nas águas dos rios. Pureza significa luz.
É quando a alma é capaz de reluzir e expressar a beleza interior. É quando o brilho da alma se torna visível na face, no olhar e no sorriso. É quando o júbilo se manifesta no comportamento e na atividade de alguém. É quando a verdade resplandece. Pureza significa verdade. Quando há verdade, há transparência. E transparência começa no coração. Um coração limpo tem realeza. Não a realeza que muitas vezes é confundida com luxo, posses ou sofisticação. Mas a realeza da espiritualidade, a realeza que vem da verdade."

Não sei a fonte... e bem que merecia ser citado!!

26 de dez. de 2011

Óh, sejamos pornográficos...

...docemente pornográficos!

Carlos Drummond de Andrade


"A maioria dos homens devasta a terra em linha reta. As estradas são réguas de asfalto. As cidades quarteirões armados de concreto. Os imensos bosques artificiais de coqueiros são plantados simetricamente. Tapetes quadrados de grama cobrem quadras e campos vertiginosamente corretos.
A natureza abre a terra sensualmente. Rios sinuosos, florestas densas, ondas ocêanicas. Nuvens, raios e espumas..."

Clarice Niskier
publicado originalmente na Revista Lola Magazine

25 de dez. de 2011

recomendo! (não só pela bela fotografia)

"Irregularidades estéticas e éticas. Esses prédios, que se sucedem sem lógica demonstram total falta de planejamento. Exatamente assim é a nossa vida, que construímos sem saber como queremos que fique."


Que encontremos o equilíbrio na frente de nossos computadores, em nossas "caixas de sapato", localizadas nas cidades caóticas. Que percamos o medo desse caos e de nós mesmos. Que tenhamos certeza de quem somos, para onde vamos e com quem vamos. Que sejamos 'super disponíveis' para viver...ao vivo!

23 de dez. de 2011

dentro de alguns anos vamos começar a perceber as consequências dessa epidemia de indecisão

Presentes Invisíveis por Ivan Martins

Estamos a quatro dias do Natal, época de embrulhar presentes. Sentar no chão, cercado de caixas e sacolas impessoais das lojas, e transformá-las, sem pressa, em pacotes caprichados e coloridos, cada um deles com a cara de quem vai receber. Eu gosto. Não sei fazer compras, mas embrulhar presentes, (assim como engraxar sapatos, aliás) é algo que eu faço feliz, sem entender direito por quê.

Antes de prosseguir, quero fazer um comentário adicional sobre as compras de Natal. As pessoas reclamam, incansavelmente, sobre o quanto é chata, difícil e despropositada essa maratona natalina. Eu tendo a concordar com elas, mas faço uma ressalva importante: parece que as pessoas que menos gostam de escolher presentes são as que têm mais dificuldade em parar de pensar nelas mesmas. Na hora de fazer compras, somos obrigados a pensar no que o outro gostaria de ganhar, naquilo que ele ou ela deseja, e essa parece ser a parte realmente complicada do processo, para muitos de nós. Somos tão auto-centrados, tão intensamente preocupados conosco, que o exercício de se colocar no lugar dos outros, ainda que por alguma horas, provoca exasperação. Quando vai terminar essa palhaçada de Natal para que eu possa voltar, de novo, a me preocupar somente comigo mesmo?

Outra coisa imaterial que anda em falta é a capacidade de escolher afetivamente. Olhe em volta: há muita gente ciscando incessantemente, e não é coisa de adolescentes e jovens. Pessoas de todas as idades não sabem direito o que fazer com elas mesmas. Não conseguem escolher entre o casamento e a bicicleta. Trincam de ansiedade. As possibilidades são tantas, as pessoas tão tantas, as vontades são tantas... que paralisa. Acho que dentro de alguns anos vamos começar a perceber as consequências dessa epidemia de indecisão, na forma de gente inteiramente solta, (pipas ao vento, como eu ouvi uma vez), cuja vida passou ao largo dos compromissos afetivos. Lá na frente elas não terão onde aportar - e nem saberão como, na verdade. Se, com um presentinho de Natal, essas pessoas pudessem aprender a escolher, tenho certeza de que ficariam mais felizes.

Eu já desconfiava, mas ficou evidente no filme As canções, do Eduardo Coutinho, que as pessoas, sobretudo as mulheres, precisam desesperadamente aprender a deixar as coisas que não deram certo para trás. O dom do esquecimento seria um presente de Natal extraordinário para pessoas que depois de 10, 20,30 ou 40 anos continuam apaixonadas por alguém que nunca as amou. Quem puder, vá assistir ao documentário do Coutinho. Ele entrevista pessoas comuns e pede que elas cantem a canção da vida delas - e explique o que há por trás da música. Em geral são histórias de amor mal resolvidas, que dominam e resumem existência inteiras. Como diz uma amiga que viu o filme, é impossível não chorar diante de uma coisa tão triste. A capacidade de esquecer e recomeçar, portanto, seria um ótimo presente de Natal para milhões de pessoas.

Feito esse desvio, volto ao essencial, que é simples: o melhor presente de Natal é o sentimento que vem com ele. Tenho de fazer um esforço danado para me lembrar do que eu ganhei no ano passado, mas o carinho e o amor das pessoas que estiveram comigo há 10 e 20 anos continuam inesquecíveis. Assim como as mágoas e as dores que elas deixaram. Objetos desaparecem da memória e da nossa vida, mas as felicidades e os agravos a gente carrega para sempre. Hoje em dia, se eu pudesse, daria a cada uma das pessoas que eu amo uma caixinha repleta apenas com um único sentimento invisível, aquele que eu julgasse mais necessário ao momento da vida delas. Acho que seria mais útil que vestidos, camisas ou sapatos. Melhor até que livros.

O terceiro e último presente que eu gostaria de distribuir em caixinhas com fitas vermelhas é o altruísmo, a capacidade de pensar nos outros. Isso anda muito em falta, na vida dos casais, inclusive. Viramos um bando de egoístas e crianças mimadas. Cada um para si e dane-se o resto. Eu, eu, eu, eu... As pessoas não querem saber de sacrifícios, pessoais ou coletivos. Não podem ouvir falar de deixar seus desejos de lado, ainda que temporariamente. Todos nós temos direito ao gozo já, orgasmo já, realização plena, total e irrestrita, desde logo. Afinal, ralei para isso, não foi? A ideia de apropriação pessoal e instantânea faz parte da nossa cultura, mas está ficando insuportável. A sociedade e o planeta não aguentam sete bilhões de reizinhos batendo o pé e exigindo ser felizes a cada instante. Dentro das famílias acontece o tempo todo, no interior dos casais. Não dá, né? Sem um pouco de doação essa barca afunda – a da vida privada e a da vida pública. Nada de meias, perfumes e gravatas no Natal. Altruísmo para todos, já!

When you stop chasing the wrong things you give the right things a chance to catch you

As Maria Robinson once said, “Nobody can go back and start a new beginning, but anyone can start today and make a new ending.” Nothing could be closer to the truth. But before you can begin this process of transformation you have to stop doing the things that have been holding you back.

Here are some ideas to get you started:

  1. Stop spending time with the wrong people. – Life is too short to spend time with people who suck the happiness out of you. If someone wants you in their life, they’ll make room for you. You shouldn’t have to fight for a spot. Never, ever insist yourself to someone who continuously overlooks your worth. And remember, it’s not the people that stand by your side when you’re at your best, but the ones who stand beside you when you’re at your worst that are your true friends.
  2. Stop running from your problems. – Face them head on. No, it won’t be easy. There is no person in the world capable of flawlessly handling every punch thrown at them. We aren’t supposed to be able to instantly solve problems. That’s not how we’re made. In fact, we’re made to get upset, sad, hurt, stumble and fall. Because that’s the whole purpose of living – to face problems, learn, adapt, and solve them over the course of time. This is what ultimately molds us into the person we become.
  3. Stop lying to yourself. – You can lie to anyone else in the world, but you can’t lie to yourself. Our lives improve only when we take chances, and the first and most difficult chance we can take is to be honest with ourselves. Read The Road Less Traveled.
  4. Stop putting your own needs on the back burner. – The most painful thing is losing yourself in the process of loving someone too much, and forgetting that you are special too. Yes, help others; but help yourself too. If there was ever a moment to follow your passion and do something that matters to you, that moment is now.
  5. Stop trying to be someone you’re not. – One of the greatest challenges in life is being yourself in a world that’s trying to make you likeeveryone else. Someone will always be prettier, someone will always be smarter, someone will always be younger, but they will never be you. Don’t change so people will like you. Be yourself and the right people will love the real you.
  6. Stop trying to hold onto the past. – You can’t start the next chapter of your life if you keep re-reading your last one.
  7. Stop being scared to make a mistake. – Doing something and getting it wrong is at least ten times more productive than doing nothing. Every success has a trail of failures behind it, and every failure is leading towards success. You end up regretting the things you did NOT do far more than the things you did.
  8. Stop berating yourself for old mistakes. – We may love the wrong person and cry about the wrong things, but no matter how things go wrong, one thing is for sure, mistakes help us find the person and things that are right for us. We all make mistakes, have struggles, and even regret things in our past. But you are not your mistakes, you are not your struggles, and you are here NOW with the power to shape your day and your future. Every single thing that has ever happened in your life is preparing you for a moment that is yet to come.
  9. Stop trying to buy happiness. – Many of the things we desire are expensive. But the truth is, the things that really satisfy us are totally free – love, laughter and working on our passions.
  10. Stop exclusively looking to others for happiness. – If you’re not happy with who you are on the inside, you won’t be happy in a long-term relationship with anyone else either. You have to create stability in your own life first before you can share it with someone else. Read Stumbling on Happiness.
  11. Stop being idle. – Don’t think too much or you’ll create a problem that wasn’t even there in the first place. Evaluate situations and take decisive action. You cannot change what you refuse to confront. Making progress involves risk. Period! You can’t make it to second base with your foot on first.
  12. Stop thinking you’re not ready. – Nobody ever feels 100% ready when an opportunity arises. Because most great opportunities in life force us to grow beyond our comfort zones, which means we won’t feel totally comfortable at first.
  13. Stop getting involved in relationships for the wrong reasons. – Relationships must be chosen wisely. It’s better to be alone than to be in bad company. There’s no need to rush. If something is meant to be, it will happen – in the right time, with the right person, and for the best reason. Fall in love when you’re ready, not when you’re lonely.
  14. Stop rejecting new relationships just because old ones didn’t work. – In life you’ll realize that there is a purpose for everyone you meet. Some will test you, some will use you and some will teach you. But most importantly, some will bring out the best in you.
  15. Stop trying to compete against everyone else. – Don’t worry about what others doing better than you. Concentrate on beating your own records every day. Success is a battle between YOU and YOURSELF only.
  16. Stop being jealous of others. – Jealousy is the art of counting someone else’s blessings instead of your own. Ask yourself this: “What’s something I have that everyone wants?”
  17. Stop complaining and feeling sorry for yourself. – Life’s curveballs are thrown for a reason – to shift your path in a direction that is meant for you. You may not see or understand everything the moment it happens, and it may be tough. But reflect back on those negative curveballs thrown at you in the past. You’ll often see that eventually they led you to a better place, person, state of mind, or situation. So smile! Let everyone know that today you are a lot stronger than you were yesterday, and you will be.
  18. Stop holding grudges. – Don’t live your life with hate in your heart. You will end up hurting yourself more than the people you hate. Forgiveness is not saying, “What you did to me is okay.” It is saying, “I’m not going to let what you did to me ruin my happiness forever.” Forgiveness is the answer… let go, find peace, liberate yourself! And remember, forgiveness is not just for other people, it’s for you too. If you must, forgive yourself, move on and try to do better next time.
  19. Stop letting others bring you down to their level. – Refuse to lower your standards to accommodate those who refuse to raise theirs.
  20. Stop wasting time explaining yourself to others. – Your friends don’t need it and your enemies won’t believe it anyway. Just do what you know in your heart is right.
  21. Stop doing the same things over and over without taking a break. – The time to take a deep breath is when you don’t have time for it. If you keep doing what you’re doing, you’ll keep getting what you’re getting. Sometimes you need to distance yourself to see things clearly.
  22. Stop overlooking the beauty of small moments. – Enjoy the little things, because one day you may look back and discover they were the big things. The best portion of your life will be the small, nameless moments you spend smiling with someone who matters to you.
  23. Stop trying to make things perfect. – The real world doesn’t reward perfectionists, it rewards people who get things done. Read Getting Things Done.
  24. Stop following the path of least resistance. – Life is not easy, especially when you plan on achieving something worthwhile. Don’t take the easy way out. Do something extraordinary.
  25. Stop acting like everything is fine if it isn’t. – It’s okay to fall apart for a little while. You don’t always have to pretend to be strong, and there is no need to constantly prove that everything is going well. You shouldn’t be concerned with what other people are thinking either – cry if you need to – it’s healthy to shed your tears. The sooner you do, the sooner you will be able to smile again.
  26. Stop blaming others for your troubles. – The extent to which you can achieve your dreams depends on the extent to which you take responsibility for your life. When you blame others for what you’re going through, you deny responsibility – you give others power over that part of your life.
  27. Stop trying to be everything to everyone. – Doing so is impossible, and trying will only burn you out. But making one person smile CAN change the world. Maybe not the whole world, but their world. So narrow your focus.
  28. Stop worrying so much. – Worry will not strip tomorrow of its burdens, it will strip today of its joy. One way to check if something is worth mulling over is to ask yourself this question: “Will this matter in one year’s time? Three years? Five years?” If not, then it’s not worth worrying about.
  29. Stop focusing on what you don’t want to happen. – Focus on what you do want to happen. Positive thinking is at the forefront of every great success story. If you awake every morning with the thought that something wonderful will happen in your life today, and you pay close attention, you’ll often find that you’re right.
  30. Stop being ungrateful. – No matter how good or bad you have it, wake up each day thankful for your life. Someone somewhere else is desperately fighting for theirs. Instead of thinking about what you’re missing, try thinking about what you have that everyone else is missing.
http://www.marcandangel.com/2011/12/11/30-things-to-stop-doing-to-yourself/

18 de dez. de 2011

Amor Líquido

O principal herói deste livro é o relacionamento humano. Seus personagens centrais são homens e mulheres, nossos contemporâneos, desesperados por terem sido abandonados aos seus próprios sentidos ou sentimentos facilmente descartáveis, ansiando pela segurança do convívio e pela mão amiga com que possam contar num momento de aflição, desesperados por "relacionar-se".
E no entanto, desconfiados da condição de "estar ligado", em particular de estar ligado "permanentemente", para não dizer eternamente, pois temem que tal condição possa trazer encargos e tensões que eles não se consideram aptos nem dispostos a suportar, e que podem limitar severamente a liberdade de que necessitam para - sim, seu palpite está certo - relacionar-se...
Em nosso mundo de furiosa "individualização", os relacionamentos são benções ambíguas. Oscilam entre sonho e pesadelo, e não dá para determinar quando um se transforma no outro.

Zygmunt Bauman

pool party

Nada como receber amigos lindos e felizes em casa... obrigada pela presença sempre, especialmente essa foi demais!

14 de dez. de 2011

a habilidade de se ver a beleza em tudo!




"Você só tem que ver que ele (o tempo) está embrulhado em beleza e distribuído em alguns segundos da sua vida. Se você não parar por um minuto...pode perdê-lo..."
(diálogo do filme Cashback de Sean Ellis)

Fotos: Sereias por Michael Dweck e Linguagem Corporal por Jose Ferreira

By Marza Tozo, Barcelona, 2011

Quanto mais consciente você é, quanto mais sabedoria interior você tem, mais complexo será o nível de exigência da compreensão sobre si mesmo. É como se o universo falasse: "se você quer subir o próxima nível vai ter que compreender isso aqui que eu vou lhe mandar! Enquanto não houver compreensão a prova continuará."

(http://www.universoemvoce.com/)

11 de dez. de 2011

Eu gostaria de ser...

Certa tarde, há muito, muito tempo, Deus convocou uma reunião.
Estava presente um animal de cada espécie.
Depois de ouvir muitas queixas,
Deus fez uma pergunta simples: "O que você gostaria de ser?"
Cada um respondeu sem reservas e de coração aberto:
A girafa disse que gostaria de ser um urso panda.
O elefante pediu para ser mosquito.
A águia, serpente.
A lebre quis ser tartaruga e a tartaruga, andorinha.
O leão desejou ser gato.
O castor, capivara.
O cavalo, orquídea.
E a baleia pediu permissão para ser um melro...
Então chegou a vez do homem,
Que tinha acabado de percorrer o caminho da verdade.
Ele fez uma pausa e, como era esclarecido, exclamou:
- Senhor, eu queria ser... feliz.

Vivi García

1 de dez. de 2011

Ele sabia do que estava falando

give me love
give me love
give me peace on earth
give me light
give me life
keep me free from birth
give me hope
help me cope, with this heavy load
trying to, touch and reach you with
heart and soul


George Harrison

29 de nov. de 2011

do good and be happy anyway..

By Marza Tozo

"People are often unreasonable, illogical, and self centered; Forgive them anyway.
If you are kind, people may accuse you of selfish, ulterior motives; Be kind anyway way.
If you are successful, you will win some false friends and some true enemies; Succeed anyway.
If you are honest and frank, people may cheat you; Be honest and frank anyway.
What you spend years building, someone could destroy overnight; Build anyway.
If you find serenity and happiness, they maybe be jealous; Be happy anyway.
The good you do today, people will often forget tomorrow; Do good anyway.
Give the world your best you have and it may never be enough; Give the best you've got anyway.
You see, inte final analysis it is between you and God; It's never between you and them anyway".

Mother Teresa

28 de nov. de 2011

Tadinhos




Um bom ano!!

Definitivamente 2011 está sendo um bom ano.. aliás, os últimos anos foram muito bons, incríveis.
Percebendo que estamos chegando no fim deste ciclo, por alguns segundos, fui avaliar o quanto valeu a pena e fiquei surpresa.. valeu demais!!
Bahia, Índia, Chapada dos Veadeiros, Rio de Janeiro... segunda série, vedanta e cantos... ayurveda, uma filha cheia de filhos, alunos - muitos alunos novos... um quase noivado... os planos saíram das ideias e foram parar no papel... e enfim, posso passar a tarde justificando a beleza de 2011.
Não apenas esse como os anteriores foram intensos, bem vividos e aproveitados. Foram experiências que eu conquistei pela presença, por acreditar que nossos verdadeiros sonhos podem ser reais e principalmente por confiar nas leis do universo e aceitar o tempo certo de cada momento.
Vou finalizar esse ano agradecendo e iniciar 2012 aberta para que ele seja - ao menos - tão bom quanto!!

26 de nov. de 2011

LOVErDOSE!

By Pedro Bala, São Luis, 2011

Waiting for the overdose...One more dose, please!

25 de nov. de 2011

Como agradar um cliente..

Fui na loja da Redley no Rio e me apaixonei por várias coisas.. sem grana depois de passar uma semana gastando, não comprei nada. Essa semana decidi entrar no site da marca e ver as possibilidades de compra on line.
Como é bom ser bem atendido... você escreve e eles respondem imediatamente, você compra e tudo chega lindo, no prazo combinado e com uma cartinha gentil agradecendo a preferência.

Na Track in Field eles trocam calça velha só porque estragou o bordado, se a costura abre eles te dão uma peça nova.. enfim, qualquer problema com a roupa você tem crédito e não conserto na peça - isso não tem preço.

Se o produto Anna Pegova não caiu bem na sua pele, eles recolhem e te dão crédito cheio para adquirir outro produto, sem contar que você tem toda assessoria no processo de escolha.

Essa coisa de dane-se o cliente - ele tem que gostar e pronto é uma merda...
Fiquei mal acostumada com toda essa regalia e definitivamente só vou comprar quando for bem atendida.

23 de nov. de 2011

Doida, Eu?

E quando eu achei que estava tranquila, menos doida que o normal, lá vem aquelas grandes ideias para me tirar completamente os pés dos chão.
Agora ando eu tirando fotos nuas de mim mesma por aí.
Como assim? A resposta é simples "apenas um novo projeto".
Nudefy Me nova versão. Self Portrait!!
Você, talentosamente e com toda cara de pau do mundo, tira centenas de fotos suas e manda para o fotógrafo por email. Ué, até parece inversão de papéis... não é ele o fotógrafo, porque tenho eu que tirar as fotos?

Sinceramente achei que seria muito mais simples. Quando recebi a proposta logo pensei "ah, menos mal". Mas, não foi bem assim. Tudo é produto da sua produção "luz, câmera e ação. Intenção, amor próprio, ousadia e exposição".
Sei lá.. não foi fácil e também não foi normal. Parece que é exatamente do que gosto "coisas complexas e fora do padrão".
Curiosa para ver o resultado final.

14 de nov. de 2011

Cheirinho de Índia


Agora comecei a sentir o cheiro da Índia e a saudade urgente, vontade de chegar de uma vez!!

9 de nov. de 2011

7 de nov. de 2011

e não há tempo que volte..



Felicidade & Sofrimento


"A cada dia que vivo, mais me convenço de que o desperdício da vida está no amor que não damos, nas forças que não usamos, na prudência egoísta que nada arrisca e que, esquivando-nos do sofrimento, perdemos também a felicidade"
Carlos Drummond de Andrade


Definitivamente não entendo por que temos tanto medo de sofrer - querendo evitar o inevitável.
Seria muito mais prudente aprender a lidar melhor com os momentos difíceis do que fugir deles, visto que fugir do sofrimento é deixar de viver momentos felizes.




5 de nov. de 2011

Lá vou eu de novo..

Gratidão

Essa é uma daquelas típicas imagens que faz a gente refletir sobre algo ou sair correndo da frente. No último feriado fizemos a prática dos 108 suryas, não apenas como uma forma de reverência ao sol que ilumina nossos dias e a nossa luz interna, essa prática veio com um algo a mais.
Cada surya seria de gratidão, onde os praticantes teriam que encontrar 108 motivos para se sentirem gratos naquele momento. No final da aula uma aluna disse "nossa precisava de mais uns 100 para conseguir agradecer tudo que eu queria".
Definitivamente nossa insatisfação prevalece no dia a dia, nada é como a gente quer, como planejamos que seria ou como gostaríamos, sempre aquela sensação de poderia ter sido melhor. Nada como repetir 108 flexões para rever nossos padrões e pelo menos por algumas horas nos sentirmos profundamente agradecidos por tudo que temos e somos nessa vida.

Estilo de Vida

Um aluno chegou aqui em casa usando toda aquela psicologia do tal "encantador de cães", falou sério com eles, brincou, deu biscoito, me olhou e disse:
- é muito mais que ter uma animal de estimação, é um estilo de vida!!
Fiquei passada com a conclusão dele, simplesmente perfeita.
Quantas coisas deixo de fazer para estar com eles, levar para passear, dar um carinho e um cheiro de boa noite.
Se viajo, quando volto sempre ouço "eles não comeram, o pelo está caindo, dor de ouvido... e a lista cresce junto com a saudade".
Receber todo aquele amor quando abro a porta de manhã, quando chego no portão ou quando estaciono o carro na garagem não tem preço.
Vale a pena deixar muita coisa para trás só para estar com eles!!

23 de out. de 2011

Referências


"Mesmo que não seja a vida ideal,
a gente sempre pode escolher como viver.
E qualquer que seja sua vida,
escolher o que fazer muda tudo."

AGASSI Autobiografia

18 de out. de 2011

Quit? I can't!!

Lembrando do artigo da Magnolia sobre o dia em que ela decidiu parar de praticar... me fez pensar se um dia eu mesma vou parar.
Difícil pensar, inclusive parece dispensável gastar energia com isso.
Mas.. já parei de correr, pedalar, dançar e até mesmo nadar.
Aliás, já parei tantas coisas na minha vida que nem sei.
Entretanto a prática, o Yoga.. sei lá? Faz tanto sentido, trás um movimento interno tão positivo, revelador, mostra o lado simples da vida.
Acho que pensar em parar me faz duvidar da possibilidade.
O prática do Yoga em todo seu contexto clareia a mente, limpa toda essa podridão externa que absolvemos e todo o resto que carregamos. É tão poderosa que me transforma a cada prática, todos os dias que subo no tapetinho para referenciar meu Mestre através dos ásanas, pranayamas e cantos, saiu mais livre e realizada.
O Ashtanga tem sido desde sempre minha fonte de inspiração, meu método e a ponte que me conduz a todas essas descobertas, me vejo no lugar da Magnolia ouvindo o professor dizer "Parar? Você não consegue!!!".

What to do with myself??

12 de out. de 2011

The day I quit Ashtanga

One of the many interesting things I told my teacher on my last trip to India was ‘I quit Ashtanga.’ My reasoning was; how long am I going to be doing this for? How long am I going to be hopping around on my mat for? Another 20 years, 30? How many years do I have? I was overwhelmed and under-inspired.


His response was simple and expressionless. ‘You can’t.’ My chest swelled with rebellion. ‘Why not?’ ‘Because what else are you going to do?’ he asked innocently as he took a sip of chai. I quickly went through a list of possibilities karate…no, swimming…no, vinyasa classes….NO. I do seated meditation, I do japa. Was there really nothing else? I desperately clung on to my story (the mind works fast) searching for something else. There was nothing. I surrendered. He was right. What else was I going to do?


I sat back in my chair and breathed in that bittersweet reality. This is it.


As one would imagine that day passed like all the other ones and I got up the next morning to practice. Then another day came and went and I practiced. My so-called ‘Ashtanga Crisis’ passed effortlessly so.


The mind with all of its preferences, opinions, thoughts and desires is a very tricky rascal to navigate. It can be very convincing indeed. Many spiritual masters refer to the mind as a monkey. Swami Satyananda Saraswati used to refer to the mind as a drunk monkey. He would say that we’re not trying to control the mind, we’re simply trying to become friends with the mind. In this case…would you trust your friend that’s drunk all the time, acting like a monkey? Would you do everything your drunk friend told you to do? No. Yet we do it all the time. We fall prey to the thoughts, patterns and conditionings of the mind time and time again.


Many people have practiced Ashtanga Yoga for some time and then quit saying ‘doing the same thing made them go on auto-pilot’ or ‘I was not inspired’ or ‘It was too hard’. They blame the system and make it wrong in the name of continuing their search. Inspiration is not something permanent to attain. The inspiration comes from interrupting the constant cynic in the back of the mind. Knowing yourself comes from re-establishing internal dialogue as opposed to continuously swaying with each and every desire. Then the truth comes bubbling up.


This is perhaps one of the best things about Ashtanga Yoga. It is sobering. There is no extraordinary bliss. No extraordinary drama. Unless of course, that’s what you choose. It’s just you, the breath and the brilliance and cleverness to re- commit every day.


The next time you feel overwhelmed by the demands of a daily practice, take it easy. It’s just one breath at a time.


By Magnolia Zuniga

http://blog.mysoresf.com/

10 de out. de 2011

Aiii, como somos mediocres!!

Caros,

o assunto do Código Florestal não sai de minha cabeça. Mando pro Blog da Boitempo um artigo que escrevi em 1989 e que me parece mais atual do que nunca.

- Doutor, eu gostaria que o senhor me explicasse prá que serve uma Onça-Pintada?

A pergunta foi dirigida a meu irmão, ardente defensor das causas ambientalistas, pelo barbeiro da cidadezinha do interior onde mora. O cara, exaltado, foi além:

- Uma Onça-Pintada não serve para nada, doutor. Só prá comer o gado de uns pobres sitiantes. Não entendo por que esse pessoal da cidade faz tanto barulho quando se mata uma Onça. Se uma Onça-Pintada não tem mesmo serventia nenhuma neste mundo, o que dizer de uma reserva ecológica inteira? São terras preciosas pro plantio, ou para empreendimentos turísticos, ou para a implantação de pólos industriais, são milhões de reais – ou de dólares – convertidosem quê? Emmato, doutor.

Mato e bicho do mato. Que serventia tem gastar tanto espaço e dinheiro preservando mato?

Nenhuma, eu diria. Colocadas as coisas nesses termos, os termos dos nossos tempos neoliberais, uma reserva ecológica não serve mesmo pra nada. Não dá lucro, não movimenta o mercado, não se compra nem se vende. Uma inutilidade. Mas tento pensar o contrário – o que seria de nós, num planeta que só refletisse a nossa cara, a cara do homem e de sua civilização?

Suponhamos que o problema dos recursos naturais, das chuvas, do clima, se resolvesse em laboratório e num futuro de ficção científica o homem não precisasse mais preservar nem mesmo a Amazônia – a ciência nos forneceria o necessário à vida, ainda que a terra inteira estivesse urbanizada, ou desertificada, tanto faz. Neste caso, a inutilidade da Onça-Pintada, dos Gorilas, do Boto, dos Golfinhos e todo o seu ecossistema estaria mais do que provada.

Danem-se os bichos e suas exigências tão antifuncionais, nós somos os reis da criação. Viveremos muito bem com galinhas de granja, verduras de estufa e gado sintético. Um mundo mais limpo. Mais asfaltado. O clima regulado por satélites. Não vai ser bom?

Mas, instintivamente, esta idéia nos provoca horror.

Não é racional, o horror. Talvez chegue mesmo o dia em que a humanidade não precise da natureza em estado bruto para sobreviver. No entanto, acho que não poderemos sobreviver sem ela. As reservas naturais, mesmo para quem nunca saiu de um apartamento na Avenida Paulista, são reservas do nosso imaginário.

Mesmo quem nunca pisou na Antártida ou na Amazônia sabe que habita um planeta onde vivem Araras e Pinguins, onde existem grandes florestas e grandes geleiras, onde nem tudo tem a cara da nossa civilização. Precisamos das reservas naturais como reservas de mistério, de desconhecido, reservas para nosso fascínio e nosso medo. Reservas de escuridão. Já pensaram que a escuridão total, completa, de uma noite sem lua e sem estrelas, é quase uma desconhecida para a maioria de nós? Reservas de silêncio, como no deserto. Reservas de cheiros estranhos, que nos remetem a um mundo sem humanidade, o mundo das nossas origens perdidas no tempo. Reservas de memória, da memória da espécie, impossível de se guardar no computador. Reservas para o inconsciente.

Reservas de humildade, onde devemos ser lembrados da insignificância de nossa condição no universo. Reservas de instintos, de pulsões, de fúria, de desamparo. Nós não seríamos humanos se não existissem as grandes reservas naturais.

Maria Rita Kehl

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