Quem somos

12 de set. de 2010

Milho de paulista



No último feriado fui curtir uma prainha no litoral paulista... Riviera de São Lorenço, onde tudo que se tem a fazer é passear no Shopping. Claro que estou exagerando, mas quem conhece o lugar sabe o que estou falando.
Milhares de prédios distribuidos em módulos, uma praia linda, vegetação até que muito bem preservada, organização, limpeza, um incrível visual e aquele clima paulistano no ar.
Fui tomar uma água de coco e paguei R$ 5,00.. como disse a Rô "tá em conta né!!!".
Bruno Carlos saiu para comprar um milho verde e voltou me perguntando se eu queria na palha. Sem entender muito bem, respondi: "ué, claro".
Em seguida lá vem ele dando risada e dizendo que o vendedor nem cobrou o meu milho, ainda sem entender nada eu perguntei o que mais ele tinha comprado, já que estava com um potinho e cheio dos saquinhos na mão.
"Comprei um milho também, só que ele ralou e colocou no pote".
E o saquinho cheio de coisinhas é o que? Perguntei.
"Colher, manteiga, palito de dente, sal e guadanapo".

Milho verde 'fast food' na praia.. logo logo chega em Floripa!

7 de set. de 2010

Hora de acordar!!

"Estou acordando de um coma" - diria meu amigo da Jordânia (e eu agora) quando lhe perguntei o porque dele estar sumido por tanto tempo. Sinto como se tivesse acordado há milhares de anos no futuro e tivesse que arcar com tantas informações e novidades. Depois de alguns dias trabalhando o corpinho, falando menos, saindo menos, dormindo mais e refletindo mais ainda, começaram a se manifestar várias fichas caindo, conclusões, certezas e algumas outras incertezas. Ufa, era tudo que eu precisava…chegar a conclusão que só resta esperar cenas do próximo capítulo…não tem jeito. Enquanto isso rio e choro, me empolgo e sofro, sento e levanto, vou e volto.

Mas nesse coma aconteceram tantas coisas, mas tantas coisas que nem sei por onde começar…tantas coisinhas e coisonas que não iria conseguir apenas citar por citar, para encher linguiça…preciso digerir, preciso de estimulantes para digestão…são tantos apegos, amores, ilusões, emoções, verdades e mentiras...e assim, com o tempo, enquanto certas conclusões não chegam, vou vivendo, 'entregando, confiando, aceitando e agradecendo'…até o desespero voltar e eu ter que lembrar que quem sabe seja apenas 'a oportunidade de afastar futuros obstáculos'. Essas palavras simples e mais do que sabidas se tornam música para meus ouvidos, num momento como esse: pós coma!



3 de set. de 2010

Pé na estrada

Pela primeira vez, desde que cheguei de San Francisco vou colocar o pé na estrada de novo.
O destino é curto e o propósito tranquilo, faz tempo que não faço uma viagem pequena e leve... nos últimos anos foram aquelas trips longas, lugares distantes e geralmente sem data prevista para retornar.
Dessa vez me senti numa trip de surf, dei risada colocando no carro body board, pé de pato, mat, roller e chinelo... engraçado, essa brincadeirinha de feriado reascendeu alguma coisinha dentro de mim, parece que me recuperei da ressaca do vai e volta.

31 de ago. de 2010

O sentido da própria existência


Um dia como outro qualquer, sai de casa sem destino para passear com o namorado e um dos vira-latas. À caminho da praia, quebrei o silêncio para trocar palavras sem sentido a respeito do sentido das coisas.
Fiquei pensando que como loucos buscamos aquilo que sabemos que já possuímos. Como loucos queremos ser felizes e mal percebemos que a felicidade é o próprio caminho. E ainda enlouquecidamente queremos mais, cada vez mais, para então perceber que precisamos de cada vez menos.

No meio da caminhada encontro esse patinho, preso em si se debatendo em todos os sentidos. Indicando o vento? Procurando se libertar? Buscando sentido pra alguma coisa? Vai saber...
Honestamente me identifiquei - identifiquei nossa sociedade, de um lado para o outro, como louca buscando sei lá o que!

29 de ago. de 2010

Clareza Mental


"O nosso maior refúgio,


melhor do que qualquer lugar,


é a nossa clareza mental"



(Gloria Arieira, em aula da Bhagavad da Gita).

Tocando em Frente

By Priscila Soares


Ando devagar
Porque já tive pressa
E levo esse sorriso
Porque já chorei demais

Hoje me sinto mais forte,
Mais feliz, quem sabe,
Eu só levo a certeza
De que muito pouco sei,
Ou nada sei

É preciso amor
Pra poder pulsar
É preciso paz pra poder seguir
É preciso chuva para florir

Sinto que seguir a vida
Seja simplesmente
Conhecer a marcha
E ir tocando em frente

Como um velho boiadeiro
Levando a boiada
Eu vou tocando os dias
Pela longa estrada, eu vou
Estrada eu sou

Cada um de nós compõe
A sua própria história
E cada ser em si
Carrega o dom de ser capaz
De ser feliz

Todo mundo ama um dia,
Todo mundo chora
Um dia a gente chega
E no outro vai embora

Almir Sater

Veja mais fotos http://www.primaginephotography.com/

O tal do desapego


Ao mesmo tempo que tenho muitas coisas para escrever, sinto que nem todas as coisas precisam ser ditas. Afinal, uma das grandes certezas que tenho a cerca do meu ser é que falo demais, e para agravar o processo, não apenas falo como também escrevo.

Realmente não pretendo me aprofundar nessas questões, a semana foi longa. Cheia de nada e completa com tudo. Coisas que não precisam ser ditas, porém merecem ser vividas. Dias de febre, tentativa de prática e por fim, o tal do desapego.

Vou me expressar melhor... Eu, pobrezinha, no silêncio solitário da prática diária fui ficar doente exatamente quando teria a oportunidade de praticar em grupo.
Irônico.. parece piada.. praga.. complô.. ou karmas para pagar.. sei lá, vai saber!
Fiquei mal, bem mal.. perdi as práticas, perdi os dias, perdi a voz e para balancear ganhei o tal do desapego.
Surpreendentemente impressionada foi como fiquei diante da minha reação de tranquilidade quando percebi que tudo estava perdido.
Tudo bem, o mais importante é minha integridade física, minha saúde.
Deixei tudo e todos de lado, enquanto ardia em febre no sofá fui percebendo que as coisas são como são e that's it! Parei para olhar o lado bom disso tudo e essa perspectiva me fez perceber muitas coisas boas acontecendo ao meu redor, me fez entender na vivência o tal do desapego.
Afinal, o Yoga não é apenas fazer minha prática de asanas com o grupo. Dessa vez minha prática foi perceber que o momento era inadequado para o movimento. Perceber esse processo me trouxe leveza para aceitar a minha condição e abrir caminho para entender muita coisa que com certeza eu não teria visto em um outro cenário.

Por incrível que pareça, tenho que considerar esse momento como talvez um dos mais libertadores de todos os tempos.

25 de ago. de 2010

Por aí


Não desapareci.
Nem estou fazendo Vipassana, que aliás não seria uma má ideia.
Muito menos desisti do blog.
Também não é por falta de assunto.
Nem mesmo má vontade.

Apenas coisas da vida... semana intensiva de Ashtanga, um super resfriado, lua cheia, amigos hospedados em casa, aqueles cafés da manhã prolongados, praia no meio da semana e uma nova vira-lata na família.

17 de ago. de 2010

Literalmente Voando



Quando a tecnologia te ajuda a transcender e superar as barreiras!!

Lembro que na minha fase de atleta sempre pensava em algo que pudesse ajudar no meu desempenho e nunca soube expressar muito bem como gostaria que fosse esse algo.
Sabia sim que não queria suplementos, rodinhas, tecnologia de ponta nos equipamentos e coisa e tal. Quando vi esse vídeo entendi exatamente o que eu buscava: uma trilha sonora incrível e a capacidade de literalmente voar de um terreno para o outro sem precisar parar, recarregar, trocar e ainda perder tempo.

16 de ago. de 2010

Quite old already!!

Na postagem anterior eu falei da minha euforia com relação a balada naquela noite. Pobre de mim, as vezes acho que aguento. Pura ilusão!!!
Acordar às 5:30 da manhã, dar as aulas do dia, praticar, nadar, fazer grupo de estudos, janta pro namorado, sair na balada e ainda dançar a noite toda. Claro que não deu em nada.
Começa pela produção, me fizeram tirar o shortinho e colocar uma calça - não gostei, e o que é pior, me deixei influenciar!! Fui parar no lugar que realmente "dá uma certa preguiça" e não tem nada haver comigo. Cheguei às 22:30 e não tinha ninguém. Quando bateu meia noite, eu já estava prontinha para dormir e vejam só... a balada no Brasil começa a ficar boa só depois da uma da manhã.
O que me manteve acordada foi o DJ. Salve Salve André, a música estava muito boa.

Porém, num contexto geral posso afirmar que tô fora!!! Sai da cama no outro dia quase 11h, cansada ainda e com a nítida sensação que perdi a metade do dia. Digo nítida, pois do dia nada aproveitei.
Sinceramente, já estou muito velha para essas baladas no Brasil.. de agora em diante é regra: acordada depois da meia-noite só se passar um dia bem tranquilo e for parar no Rock'n Roll.
Aos 31 nos já comecei a sentir o peso da idade. Antes eu conseguia fazer tudo.. agora definitivamente, não dá e nem quero mais.